Ferramenta para cálculo de dosagens de formas farmacêuticas em solução oral para idades pediátricas
Os medicamentos de Venda Livre ou Medicamentos Isentos de Prescrição (MIP), também conhecidos como OTC (over-the-counter - sobre o balcão), segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) são aqueles aprovados pelas autoridades sanitárias para tratar sintomas e males menores, disponíveis sem prescrição ou receita médica, desde que utilizados conforme as orientações disponíveis nas bulas e rotulagens. . Entre as vantagens do uso desse tipo de medicamento está a comodidade, já que o paciente não precisa ir ao serviço de saúde para tratar de sintoma já conhecido, exercendo assim, seu direito de atuar de forma responsável sobre sua saúde, com base em diagnósticos médicos anteriores, educação e informação, aconselhamento do farmacêutico ou outros profissionais de saúde e experiência familiar.
Os MIPs representa um avanço no que diz respeito ao direito da população ao autocuidado em saúde, porem, exige que o paciente assuma mais responsabilidade e se exponha a riscos de intoxicações, interações medicamentosas e mesmo o uso indevido relativos aos medicamentos.
Na Resolução 357/01 CFF (Conselho Federal de Farmácia), que estabelece o regulamento técnico das Boas Práticas de Farmácia, conceituou a automedicação responsável como o uso de medicamento não prescrito sob a orientação e acompanhamento do farmacêutico, que deve promover ações que subsidiem o paciente de informações sobre o medicamento, como as possíveis interações, reações indesejável e sobre a terapêutica. O farmacêutico fornece, assim, a orientação necessária sobre a forma de tomar o medicamento, explicando, por exemplo, a importância de ingeri-lo no horário e na dose certos. Com seu papel de educador sanitário, o farmacêutico fornece elementos para que o paciente faça do medicamento uma opção segura e não um abuso, devendo avaliar o paciente e recomendar ou não o uso de MIP para tratamento do transtorno. As classes de medicamentos que mais intoxicam no país, são os benzodiazepínicos, os antigripais, os antidepressivos e os anti-inflamatórios, sendo estes responsáveis por 30,7% das intoxicações em 2007, e vitimaram, em média, mais de 20 crianças por dia.
Em um estudo feito pela Universidade de Sorocaba (ANALGÉSICOS, ANTIPIRÉTICOS E ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDES EM PRESCRIÇÕES PEDIÁTRICAS) concluiu que mais de 95% das receitas, independente da origem (SUS ou não-SUS), não atenderam aos critérios estabelecidos para avaliação do uso racional, com erros de dose, frequência e duração do tratamento. A análise das prescrições de analgésicos, antipiréticos e anti-inflamatórios não esteroides para crianças não apresentou diferenças significantes nos setores público e privado. No mesmo estudo das 150 receitas analisadas. Ambos os setores prescreveram o medicamento apropriado em aproximadamente 70% das vezes, mas se equivocam na dose, frequência e duração, pois somente 13,6% (SUS) e 24,0% (N-SUS) o fazem na dose adequada; 12,7% (SUS) e 24,0 % (N-SUS) foram feitas com frequência correta e, surpreendentemente, 2,7% (SUS) e 0% (N-SUS) com a duração adequada.
Assim sendo o risco de uma dosagem errada pode acarretar intoxicações ou mesmo efeito sub-terapêutico. Com o intuito de auxiliar nesta tarefa desenvolvi esta Calculadora.
No atendimento ao usuário no balcão da farmácia, chegam receitas medicas que necessitam que sejam realizados cálculos para determinar as quantidades a serem administradas. Erros de medicação tendem a vir da falta de calcular corretamente a dose correta.
Algumas vezes, necessitamos que a dosagem de determinados medicamentos seja baseada no peso do paciente
IMPORTANTE: Todos os cálculos devem ser confirmados antes do uso. Esta calculadora não deverá ser usada para substituir a conduta ou interpretação diagnóstica ou terapêutica, ou seja , estas doses sugeridas não são um substituto para o julgamento clínico. O autor tenta mostrar os cálculos com o máximo de precisão, porém eles são apenas sugestões que não podem substituir a conduta médica.
Em breve estarei colocando mais medicamentos.
Para o uso da Calculadora basta informar o peso da criança no campo correspondente e selecionar o medicamento e clicar em calcular.
Caso deseje entre com os dados manualmente, preenchendo todos os campos.
No Campo Gotas por mL, se o Medicamento for em gotas digite o numero de gotas necessárias para 1 mL, se for uma Forma Liquida que deverá ser administrada em volume digite 1.
Ao ser deglutido (engolido), a forma farmacêutica sólida para uso Oral percorre o esôfago, que é formado por tecido muscular revestido internamente por uma mucosa e apresenta movimentos peristálticos com aproximadamente 30 cm. Se a forma farmacêutica solida apresentar dificuldades para percorrer o esôfago pode acabar ficando aderido à mucosa e produzir reações variadas como queimação, formação de úlceras ou mesmo estreitamento do esôfago.
A esofagite induzida por drogas vem sendo descrita há muitos anos e hoje se conhece várias substâncias com potencial de causar dano à essa mucosa que surge durante o primeiro mês de uso continuo de um determinado medicamento.
Comprimidos de tetraciclina, vitamina C e sulfato ferroso quando em contato com a mucosa do esôfago produzem soluções ácidas, com intensidade semelhante a do estômago, como o esôfago não é resistente a soluções ácidas, ocorrem queimaduras na mucosa. Comprimidos de alendronato de sódio e fenitoína, quando em contato com a mucosa do esôfago, formam soluções básicas, também, não suportadas pela musoca esofágica. Teofilina, doxiciclina, alprenolol e antiinflamatórios não esteroides são medicamentos que também irritam a mucosa desse canal, mas de maneira distinta, eles podem provocar o refluxo do líquido estomacal até o esôfago ou se dissolver e aumentar a concentração da substância ativa na região das células da mucosa esofágica atacando-as de modo tóxico. Também é valido, para cápsulas que contenham essas substâncias, porque do mesmo modo que os comprimidos, elas podem ficar aderidas no esôfago e provocar a esofagite.
Para fazer com que o medicamento atinja nosso estômago e passe por todo o trato digestivo é necessário, pelo menos, 200 mL de líquido. Isso facilita a deglutição, fazendo com que a forma farmacêutica solida deslize facilmente até o início do estômago e facilitando a sua absorção.
A melhor opção é tomar medicamentos com ÁGUA, porque ela não é complexa do ponto de vista de componentes, não interage diretamente com o medicamento e não leva à produção de substâncias digestivas pelo organismo.
A água também facilita a dissolução do medicamento diminuindo irritações ao estômago e contribuindo para sua absorção.
Na hora de tomar medicamentos por via Oral pacientes precisam, necessariamente, manter-se com o pescoço e tronco eretos, mas isso não significa que eles precisam ficar de pé.
Sentados, mantendo o tronco e pescoço na posição vertical já é suficiente. Eles precisam permanecer nessa posição durante 20 a 30 minutos, ou seja, eles não podem se deitar logo após tomarem seus comprimidos.
Pacientes totalmente acamados que estão em repouso absoluto ou já apresentam alguma lesão no esôfago devem evitar tomar essas formas farmacêuticas e utilizar outras vias sobre a orientação médica.
Neste módulo vamos conhecer e discutir sobre como administrar as Formas Farmacêuticas.
O efeito pretendido e as condições do usuário determinam a via de administração e a forma de apresentação dos medicamentos.
Cada tipo de forma farmacêutica exige cuidados específicos no manuseio e administração.
Para se obter o máximo de benefícios do tratamento com medicamentos, é necessário usá-los corretamente. Se um medicamento for usado de maneira incorreta, pode não desenvolver o efeito terapêutico desejado. Na verdade, administração imprópria pode ser perigosa, já que alguns medicamentos podem ser tóxicos se forem usados incorretamente.
Nesta aula vamos comentar sobre uso correto de vários tipos de medicamentos, incluindo comprimidos, cápsulas, líquidos, aerossois, sprays, adesivos e outros.
Os ritmos biológicos nos seres vivos são resultado direto dos fenômenos ambientais periódicos e recorrentes — como as estações do ano, os ciclos lunares, as marés e o ciclo dia/noite. Esses ritmos influenciam todas as funções do organismo, sejam elas fisiológicas, bioquímicas ou psíquicas.
Sincronizar o horário de um medicamento com o relógio do organismo faz toda a diferença para aumentar sua eficácia e diminuir efeitos colaterais. É o que defende a cronofarmacologia, ramo da ciência que estuda justamente qual é o melhor momento do dia para um paciente tomar cada medicamento. “Vários estudos mostram que, se tomados na hora certa, alguns remédios vão ser potencializados, enquanto os efeitos colaterais serão menores”, diz a biomédica Regina Pekelmann Markus, professora do Laboratório de Cronofarmacologia do Instituto de Biociências da USP, um dos pioneiros no tema do País.
Nos últimos 20 anos, a cronofarmacologia mudou a prescrição de alguns remédios, diz o neurologista John Fontenele Araujo, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
O professor Roberto DeLucia, do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, através da cronofarmacologia, vem estudando os efeitos provocados pela administração de drogas no organismo, responsáveis por mudanças na ritmicidade dessas funções, desde a absorção e o destino de drogas (cronofarmacocinética), até a variação de resposta no local onde a droga vai exercer seu efeito (cronestesia).
DeLucia ressalta, porém, que é importante conhecer não só a variação rítmica dos efeitos das drogas, mas também das doenças. "A doença é uma expressão de sinais e sintomas de funções do organismo e também tem ritmo biológico. Por isso, se estuda tanto a variação dos efeitos das drogas como das doenças. É a cronofarmacologia aplicada à cronoterapêutica, que incorpora a ritmicidade das doenças, ou seja, as alterações rítmicas patológicas que ocorrem no organismo." O professor explica que esses estudos vêm se intensificando nos últimos 30 anos. "Já existem mais de 50 remédios nos Estados Unidos que têm orientações cronofarmacológicas na bula, ajustando as doses para que tenham efeito mais eficaz numa determinada hora e menos efeitos adversos em outra." Ele cita, como exemplo, o caso da asma. "Como geralmente as crises acontecem no período noturno, a dose utilizada durante o dia pode ser menor, com.a mesma eficácia e menor efeito colateral. O médico pode, porém, prescrever uma dose noturna maior para prevenir o aparecimento da crise."
Mesmo que um especialista acerte na prescrição de uma droga, o tratamento pode ir por água abaixo sem um cronograma bem definido.
“As funções orgânicas vivem oscilando conforme o momento do dia. Conhecer suas fases e adequar os medicamentos a elas é importante para melhorar o aproveitamento e reduzir reações adversas”, aprova o fisiologista Luiz Menna-Barreto, da Universidade de São Paulo.
O planejamento precisa levar em conta tanto aspectos da rotina do indivíduo como certas peculiaridades do funcionamento do organismo. “Isso inclui fatores como sono, alimentação, trabalho, ritmo do sistema digestivo e produção de hormônios”, enumera a farmacêutica Amouni Mourad, assessora técnica do CRF/SP.
Em outras palavras, o corpo usa a variação entre o dia e a noite para ajustar o seu próprio relógio biológico. É o ciclo circadiano que determina, por exemplo, que a pressão arterial atinja seu pico e a frequência cardíaca aumente um pouco antes do despertar: tudo isso porque ocorrem descargas dos hormônios adrenalina e cortisol nesse horário, ajudando o corpo a se preparar para ficar alerta. Assim, o melhor horário para tomar remédios contra hipertensão é pouco antes de dormir.
Já a queda de cortisol, que também tem um efeito anti-inflamatório, se dá por volta de 4h, algo de impacto importante para quem tem asma: sem cortisol, os brônquios pulmonares ficam inflamados, dificultando a respiração – é por isso que o remédio contra asma precisa fazer efeito nesse horário.
O pneumologista José Manoel Jansen da Silva, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, já aplica a cronofarmacologia – assunto que ganhou um capítulo inteiro em um livro organizado por ele: Medicina da noite: da cronobiologia à prática clínica. Para o médico, contudo, ainda faltam estudos sobre o tema. “Conhecemos alguns medicamentos que, de acordo com o horário em que são tomados, sofrem uma interferência muito grande. Mas não existem estudos sobre todos os remédios.”
Este Blog tem a intenção de informar e educar a população em geral e aos profissionais de saúde
conhecimento sobre a profissão farmacêutica e sobre medicamentos. As informações contidas neste
Blog não devem ser usadas para automedicação e não substituem, em hipótese alguma, as orientações
dadas pelo profissional da área médica. Somente o médico está apto a diagnosticar qualquer
problema de saúde e prescrever o tratamento adequado.
Não tome nenhum medicamento sem orientação médica ou farmacêutica, pode ser perigoso para sua saúde.
Na farmácia só o FARMACÊUTICO pode lhe oferecer informações seguras sobre os medicamentos.